A leucemia viral felina, conhecida popularmente como FeLV, segue sendo uma das principais e mais graves doenças de gatos domésticos.
Causada por um retrovírus, que infecta felinos e pode provocar imunossupressão, anemia e desenvolvimento de linfomas, a enfermidade possui alto impacto na saúde dos animais, estando associada a elevada morbidade e mortalidade.
Segundo Mariana Silva, consultora técnica da Boehringer Ingelheim, a transmissão da FeLV ocorre, principalmente, por contato próximo entre gatos, especialmente por meio da saliva.
“Isso inclui situações como grooming (lambedura entre gatos), compartilhamento de comedouros e bebedouros e mordidas durante brigas, além de existir a possibilidade de transmissão vertical da mãe para os filhotes”, relata.

Sinais clínicos variados
A leucemia viral felina pode desencadear diferentes sinais clínicos, inclusive, muitos inespecíficos.
De acordo com Silva, dentre eles estão desde manifestações sistêmicas, como apatia, fraqueza, febre e perda de peso, até quadros mais complexos relacionados à imunossupressão
Além disso, a infecção pode comprometer a hematopoiese, levando à anemia, bem como favorecer o surgimento de neoplasias, especialmente linfomas.
Outro ponto importante é que existem gatos com a doença que não apresentam sinais clínicos, seja nas fases iniciais da infecção ou em casos de infecção regressiva e focal/atípica.
“Esse aspecto torna a FeLV ainda mais desafiadora do ponto de vista clínico, pois animais aparentemente saudáveis podem atuar como fonte de infecção para outros”, destaca a profissional.
