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Cachorro desaparece em aeroporto após voo e caso expõe falhas no transporte aéreo de pets

Beagle foi perdido durante conexão em São Paulo após ser despachado; justiça autorizou viagem na cabine após reviravolta

Cachorro desaparece em aeroporto após voo e caso expõe falhas no transporte aéreo de pets
Por Equipe Cães&Gatos
4 de maio de 2026

Uma viagem internacional terminou em momentos de angústia para a engenheira de produção Renata Mollossi Rambo, de 27 anos, após seu cachorro desaparecer dentro do aeroporto durante uma conexão. O caso reacende o debate sobre a segurança no transporte aéreo de animais no Brasil.

O episódio começou em Porto Alegre, de onde a responsável embarcou com destino a Frankfurt. Inicialmente autorizada a viajar com o pet na cabine, a decisão foi revertida, e o cão acabou sendo transportado no compartimento de cargas.

Desaparecimento ocorreu durante conexão em São Paulo

Ao chegar a São Paulo para a conexão, Renata não recebeu informações sobre o paradeiro do cachorro, Nacho, um beagle idoso.

“Foi literalmente desesperador. Eu me sentia completamente impotente. Escutava eles falando no rádio sobre malas, enquanto havia um ser vivo, parte da minha família, perdido. E ninguém parecia preocupado”, relata.

Durante cerca de quatro horas, a responsável buscou ajuda sem sucesso, tanto no atendimento presencial quanto nos canais digitais da companhia.

Cachorro desaparece em aeroporto após voo e caso expõe falhas no transporte aéreo de pets
Transporte aéreo de animais ainda levanta questionamentos sobre segurança e controle (Foto: Reprodução)

Animal foi encontrado por terceiros

O cachorro foi localizado por pessoas que circulavam pelo aeroporto, após notarem uma caixa aparentemente abandonada. O contato foi possível graças ao telefone escrito manualmente na caixa de transporte.

Segundo a responsável, o animal apresentava sinais de estresse após o ocorrido.

“O Nacho sempre foi um cachorro extremamente sociável, ama pessoas. Mas nos vídeos que recebemos, ele estava imóvel, cabisbaixo, não reagia a ninguém. Só reagiu quando chegamos, chorando e arranhando a caixa”, afirma.

Justiça reconsidera decisão e autoriza transporte na cabine

Após o episódio, a defesa apresentou as evidências à Justiça, que voltou atrás e autorizou o transporte do animal na cabine no segundo trecho da viagem.

O embarque ocorreu sem novos problemas, e o cachorro seguiu ao lado da responsável até o destino final.

Caso levanta debate sobre regulamentação

Para o advogado Leandro Petraglia, especialista em Direito Animal, o caso evidencia falhas estruturais no sistema.

“Esse caso mostra, na prática, que a promessa de segurança no transporte de animais no bagageiro muitas vezes não se sustenta. Houve uma confiança depositada nessa operação, que foi quebrada de forma grave”, afirma.

Ele também destaca que a decisão judicial foi influenciada pelos fatos concretos do ocorrido.

“Quando a teoria é confrontada com a realidade, o Judiciário passa a ter elementos mais sólidos para decidir”, diz.

Falta de normas mais rígidas preocupa responsáveis

Renata acredita que o caso expõe uma lacuna na regulamentação do transporte de animais no país.

“O transporte aéreo brasileiro não está preparado para levar animais. Não existem leis que nos protejam. Tudo evolui, menos essa área”, critica.

Ela também reforça a importância de dar visibilidade a situações semelhantes.

“Precisamos nos unir e exigir mudanças. Tenho certeza que muitas pessoas já passaram por situações parecidas, mas essas histórias não ganham visibilidade, e por isso nada muda”, conclui.

O episódio reforça a necessidade de avanços na regulamentação e na fiscalização para garantir o bem-estar dos animais durante viagens aéreas.

Fonte: Santos Press, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre desaparecimento de cão no aeroporto

O que aconteceu com o cachorro?

Ele desapareceu durante uma conexão em São Paulo após ser despachado no avião.

O animal foi encontrado?

Sim, foi localizado por terceiros dentro do aeroporto.

O que mudou após o caso?

A Justiça autorizou que o cachorro viajasse na cabine no trecho seguinte.