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Da ansiedade dos Weimaraners à agressividade dos Chihuahuas: o que a ciência revela sobre as raças de cães

Estudo com mais de 50 mil cães mostra que alguns estereótipos têm base científica, enquanto outros refletem mais o ambiente e a forma como os animais são tratados do que a genética

Da ansiedade dos Weimaraners à agressividade dos Chihuahuas: o que a ciência revela sobre as raças de cães
Por Equipe Cães&Gatos
26 de janeiro de 2026

Cães podem apresentar personalidades muito diferentes — e parte dessas diferenças, segundo a ciência, está relacionada às raças e ao porte. 

Embora o temperamento individual continue sendo o fator mais determinante, padrões comportamentais ajudam a entender quais cães tendem a ser mais tranquilos e quais podem demonstrar medo, excitação excessiva ou agressividade.

Essas conclusões vêm do Dog Aging Project, um estudo de longo prazo sobre o envelhecimento canino que reuniu dados comportamentais de mais de 50 mil cães, com base em informações fornecidas por seus tutores. 

Os pesquisadores analisaram características como treinabilidade, excitabilidade, medo e agressividade, identificando tendências relevantes para o bem-estar animal e para a convivência entre cães e humanos.

Entre os principais achados, tutores de cães sem raça definida relataram, em média, níveis mais altos de medo e agressividade em comparação aos de cães de raça única. 

Além disso, cães de pequeno porte apresentaram pontuações mais elevadas para medo, agressividade e excitação, enquanto os de grande porte se destacaram por maior treinabilidade e menor ansiedade.

Compreender esses padrões é fundamental para promover combinações mais equilibradas entre tutores e pets. 

“Os cães são totalmente dependentes de seus responsáveis”, afirma a veterinária Audrey Ruple, da Virginia-Maryland College of Veterinary Medicine, colaboradora do projeto. 

Segundo ela, uma incompatibilidade pode ser prejudicial ao bem-estar do animal, enquanto uma boa combinação favorece cuidados adequados e vínculos positivos.

Síndrome do cão pequeno

Raças classificadas como toy ou de pequeno porte tendem a receber avaliações mais altas de agressividade e medo, além de menores índices de treinabilidade. 

Já cães de raças grandes e gigantes, em média, são mais obedientes e menos ansiosos.

Para Ruple, esse padrão pode estar menos ligado à genética e mais à forma como os cães são educados. 

“O bom comportamento de um cão grande costuma ser visto como uma necessidade, enquanto cães pequenos muitas vezes têm comportamentos inadequados tolerados”, explica.

Idade, experiência e aprendizado

Cães considerados mais treináveis costumam aprender comandos com maior facilidade, responder rapidamente a ordens como “sentar” ou “ficar” e se distrair menos com estímulos externos. Algumas raças são tradicionalmente reconhecidas por essa característica.

Já os cães sem raça definida tendem a receber avaliações mais baixas nesse quesito — o que pode estar relacionado às experiências iniciais de vida. 

Muitos desses animais são adotados de abrigos ou resgates e podem ter passado por situações de estresse ou trauma. 

Em contrapartida, cães de raça criados por criadores responsáveis geralmente crescem mais expostos ao convívio humano, o que favorece o aprendizado e a socialização.

Da ansiedade dos Weimaraners à agressividade dos Chihuahuas: o que a ciência revela sobre as raças de cães
Porte e raça influenciam tendências comportamentais, mas não determinam o temperamento individual (Foto: Reprodução)

Fonte: Scientific American, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre raças de cães

Cães pequenos são naturalmente mais agressivos?

Não necessariamente. O comportamento pode refletir mais a forma como são tratados e educados do que a genética.

Cães sem raça definida são menos treináveis?

Eles podem apresentar mais desafios, muitas vezes ligados a experiências prévias, como abandono ou trauma.

Conhecer o perfil da raça ajuda na escolha do pet?

Sim. Entender tendências comportamentais contribui para uma convivência mais equilibrada entre tutor e animal.