Todo tutor de cão já ouviu falar sobre a doença do carrapato. Muito comum nessa espécie, a enfermidade é considerada perigosa, mas tem prevenção.

De acordo com Marcelo Quinzani, médico-veterinário do Grupo Pet Care e especializado com residência em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais pela Universidade de São Paulo, ao redor do mundo já foram catalogadas mais de 800 espécies de carrapato, que possuem tamanho e aparência variadas.
“Em áreas urbanas facilmente encontramos o carrapato marrom (Riphicephalus sanguineus), que é o responsável pela transmissão das “doenças do carrapato”. Esse termo se refere a duas principais patologias: a erliquiose (causada pela bactéria Erhlichia canis) e a babesiose (causada pelo protozoário Babesia canis)”, afirma.
No entanto, não são apenas essas as enfermidades causadas por carrapatos. Segundo o profissional, anaplasmose, febre maculosa, doença de Lyme e hepatozoonose canina também possuem o ectoparasita como vetor.
“A principal diferença entre as várias doenças do carrapato está nos agentes parasitas causadores e as células por eles acometidas. A erliquiose, por exemplo, é provocada por uma bactéria que ataca os glóbulos brancos (leucócitos). Já a babesiose é causada por um protozoário, que acomete os glóbulos vermelhos (hemácias)”, explica Marcelo.

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