Por muito tempo, o mercado pet brasileiro foi tratado como uma promessa, o setor que ainda ia se firmar. Os números de 2025 mostram que esse momento ficou para trás. Hoje, o segmento de animais de companhia é parte estrutural da indústria de saúde animal.
No ano passado, esse segmento faturou perto de R$3,2 bilhões, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). É o maior valor já registrado e mostra um mercado que amadureceu ao longo de uma década de mudanças.
A virada fica clara na participação do pet dentro da indústria veterinária. Em 2015, cães e gatos respondiam por cerca de 17% do faturamento do setor. Dez anos depois, essa fatia chega perto de 25%. O crescimento não é só econômico. Ele acompanha uma mudança na forma como as famílias brasileiras cuidam dos seus animais.
O estreitamento da relação pet-responsável está no centro dessa mudança. Quando cães e gatos passaram a ocupar o lugar de um membro da família, a exigência com o cuidado subiu.
Cresceu a procura por consultas, medicamentos, vacinas, exames e tratamentos especializados. O afeto, que antes se restringia à convivência, hoje pesa nas decisões de consumo.
O efeito vai além do varejo pet. A profissionalização do segmento atraiu investimento em pesquisa, em novos produtos e na qualificação dos serviços veterinários. Clínicas especializadas, hospitais, planos de saúde para animais e tecnologias de diagnóstico formam uma cadeia bem mais sofisticada do que a de poucos anos atrás.
O resultado de 2025 fica ainda mais expressivo quando se olha o todo. A indústria veterinária brasileira faturou R$12,8 bilhões no ano, puxada principalmente por bovinos e avicultura.
Mesmo nesse cenário de expansão, o pet manteve um volume de negócios elevado. O segmento já não depende de surtos de crescimento para mostrar que importa, e manter o resultado também é um sinal de maturidade.

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar.