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O pet brasileiro virou adulto: a década que tirou o setor da fase de promessa

Com faturamento recorde de R$ 3,2 bilhões, mercado pet atinge maturidade e consolida sua relevância na saúde animal no Brasil

O pet brasileiro virou adulto: a década que tirou o setor da fase de promessa
Por Gabriela Mura
26 de julho de 2026

Por muito tempo, o mercado pet brasileiro foi tratado como uma promessa, o setor que ainda ia se firmar. Os números de 2025 mostram que esse momento ficou para trás. Hoje, o segmento de animais de companhia é parte estrutural da indústria de saúde animal.

No ano passado, esse segmento faturou perto de R$3,2 bilhões, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). É o maior valor já registrado e mostra um mercado que amadureceu ao longo de uma década de mudanças.

A virada fica clara na participação do pet dentro da indústria veterinária. Em 2015, cães e gatos respondiam por cerca de 17% do faturamento do setor. Dez anos depois, essa fatia chega perto de 25%. O crescimento não é só econômico. Ele acompanha uma mudança na forma como as famílias brasileiras cuidam dos seus animais.

O estreitamento da relação pet-responsável está no centro dessa mudança. Quando cães e gatos passaram a ocupar o lugar de um membro da família, a exigência com o cuidado subiu. 

Cresceu a procura por consultas, medicamentos, vacinas, exames e tratamentos especializados. O afeto, que antes se restringia à convivência, hoje pesa nas decisões de consumo.

O efeito vai além do varejo pet. A profissionalização do segmento atraiu investimento em pesquisa, em novos produtos e na qualificação dos serviços veterinários. Clínicas especializadas, hospitais, planos de saúde para animais e tecnologias de diagnóstico formam uma cadeia bem mais sofisticada do que a de poucos anos atrás.

O resultado de 2025 fica ainda mais expressivo quando se olha o todo. A indústria veterinária brasileira faturou R$12,8 bilhões no ano, puxada principalmente por bovinos e avicultura. 

Mesmo nesse cenário de expansão, o pet manteve um volume de negócios elevado. O segmento já não depende de surtos de crescimento para mostrar que importa, e manter o resultado também é um sinal de maturidade.

Confira o artigo completo “O pet brasileiro virou adulto: a década que tirou o setor da fase de promessa”, na íntegra e sem custo, acessando a página 55 da edição de julho (nº 323) da Revista Cães e Gatos.