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Remédio do pet na drogaria da esquina? Entenda a nova tendência que invadiu o varejo

Movimento da gigante americana CVS nos Estados Unidos reflete corrida das drogarias brasileiras para virar centro de conveniência de saúde animal

Remédio do pet na drogaria da esquina? Entenda a nova tendência que invadiu o varejo
Por Stéfani Campos Chagas
30 de julho de 2026

O avanço das farmácias no segmento pet ganhou um forte impulso global com o novo movimento da CVS Health nos Estados Unidos. A maior rede de drogarias do mundo passou a disponibilizar remédios veterinários prescritos em suas cerca de 9 mil lojas, confirmando uma transformação no setor que também se consolida a passos largos no mercado brasileiro.

Com a medida, a gigante norte-americana passou a vender medicamentos como insulinas, antibióticos, analgésicos e tratamentos para alergias. O processo de compra foi facilitado: o cliente pode apresentar a receita em papel ou pedir a transferência direta do documento pelo médico-veterinário. Além do atendimento presencial, a rede integrou o serviço ao seu aplicativo e às entregas em domicílio, oferecendo ainda o apoio da sua marca própria de artigos pet, a Pet Central.

A proposta da operação é transformar as drogarias em um destino completo de cuidados de saúde, permitindo atender a todos os membros da família ao integrar localizações convenientes, horários estendidos e uma ampla variedade de produtos em um só lugar.

Redes nacionais apostam em manipulação e produtos próprios

No Brasil, essa mudança de hábito já se reflete no comportamento das grandes redes há pelo menos dois anos. Motivado pelo aumento das famílias com cães e gatos e pela busca por conveniência, o varejo farmacêutico nacional vem ampliando rapidamente a presença da categoria pet, tanto nas lojas físicas quanto no comércio eletrônico.

Exemplo desse pioneirismo é a mineira Drogaria Araujo. A empresa montou um laboratório próprio em Belo Horizonte focado exclusivamente na manipulação veterinária, onde fabrica cerca de 1,2 mil doses diárias. A farmácia aposta em formatos atrativos, como biscoitos e pastas com sabor de carne ou peixe, para facilitar a adesão ao tratamento.

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Rede disponibiliza remédios prescritos para cães e gatos em suas 9 mil unidades nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

As fórmulas personalizadas garantem que cada animal receba a dosagem exata sem o estresse de administrar comprimidos difíceis. Essas preparações são desenvolvidas sob medida para tratar condições específicas, respeitando as características fisiológicas de cada espécie.

A tendência de expansão também é visível no Sul com as Farmácias São João, que lançaram a linha própria São João Pet em suas mais de 1,2 mil filiais, comercializando desde higiene até alimentos, reforçando o conceito da farmácia como um centro de conveniência especializado. Paralelamente, grupos como RD Saúde, Pague Menos, Drogaria São Paulo, Panvel, Nissei e Venancio firmaram seções fixas dedicadas aos animais em seus marketplaces.

Desafios regulatórios na venda de medicamentos

Apesar do apetite comercial do setor, a entrada das drogarias no mercado veterinário exige atenção às normas sanitárias do país. A comercialização de artigos como tapetes higiênicos, coleiras e shampoos é respaldada pela Lei nº 5.991/1973, desde que enquadrada na licença sanitária do estabelecimento como produtos correlatos.

No entanto, a venda de remédios de uso veterinário exclusivo segue regras distintas dos fármacos humanos, sendo regulada principalmente pelo Ministério da Agricultura (MAPA), e não pela Anvisa. Por isso, não existe uma permissão automática para todas as farmácias atuarem nessa área. Para operar legalmente, as redes precisam obter autorizaciones e licenças específicas junto aos órgãos locais e estaduais de vigilância sanitária.

Fonte: Panorama Farmacêutico, adaptado pela equipe Cães&Gatos.