O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), lança hoje, quarta-feira (1º), a segunda edição da Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal. O levantamento tem como objetivo ouvir os 645 municípios paulistas para reunir informações que subsidiarão o planejamento de políticas públicas voltadas à proteção animal, ao manejo populacional de cães e gatos e à saúde única. As prefeituras terão até o dia 15 de agosto para responder ao questionário.
Nesta edição, o questionário foi reformulado para se tornar mais intuitivo e detalhado. O escopo abrange desde a estrutura de castração e atendimento veterinário até a fiscalização de maus-tratos, acolhimento de animais resgatados, atuação de ONGs, ações de guarda responsável, orçamento municipal, legislação específica e os desafios da saúde única — conceito que integra o bem-estar animal, humano e ambiental.
Diagnóstico preciso e investimentos estratégicos
As informações coletadas serão utilizadas para orientar futuros investimentos, fortalecer programas já existentes (como o Meu Pet e o Pro Pet SP) e apoiar a formulação de novas ações voltadas à saúde e à proteção animal.
“A nova pesquisa representa um avanço importante na construção das políticas públicas de bem-estar animal no estado. Com informações mais detalhadas e uma participação crescente dos municípios, teremos condições de identificar demandas específicas, direcionar recursos com mais eficiência e apoiar as prefeituras de forma mais estratégica”, afirma Karen Camargo, diretora de Bem-estar Animal da Semil.
Segundo ela, o objetivo é construir um panorama ainda mais preciso da realidade paulista. “Cada município possui características e desafios próprios. Quanto mais completo for esse diagnóstico, maior será nossa capacidade de desenvolver ações efetivas para promover o bem-estar animal, fortalecer o controle populacional e apoiar a estruturação dos serviços locais”, destaca.

Resultados da primeira edição serviram de base
Realizada ao longo de 2024, a primeira edição da pesquisa contou com a participação de 151 municípios e trouxe um diagnóstico pioneiro. O levantamento inicial identificou que 62,3% das cidades participantes oferecem serviços permanentes de castração e que cerca de 75% contam com médicos-veterinários atuando diretamente no atendimento de cães e gatos.
A pesquisa também revelou a presença de casos de acumulação de animais em 45% dos municípios respondentes. Além disso, 42,3% informaram já ter realizado levantamentos sobre a população de animais domiciliados, enquanto apenas 24,5% haviam promovido estudos voltados à população de cães e gatos em situação de rua. Os novos dados colhidos ajudarão o Estado a expandir esse mapeamento de forma mais completa.
Fonte: Semil, adaptado pela equipe Cães&Gatos.
FAQ sobre a Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal
Qual é o objetivo da Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal de SP?
O objetivo é coletar dados detalhados junto aos 645 municípios paulistas sobre a estrutura local de proteção animal, controle populacional e saúde única para subsidiar e direcionar novos investimentos e políticas públicas estaduais.
Até quando as prefeituras podem responder ao questionário?
O formulário eletrônico reformulado da Semil foi disponibilizado nesta quarta-feira (1º) e os municípios paulistas têm o prazo final até o dia 15 de agosto para enviar as respostas.
O que o levantamento anterior revelou sobre a situação dos animais no estado?
A primeira edição (2024) apontou que 62,3% das cidades participantes tinham serviços fixos de castração e 75% possuíam veterinários no atendimento municipal. Porém, também revelou que 45% das cidades enfrentavam problemas com acumuladores de animais.
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