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Uma nova era para o tratamento do diabetes mellitus felino

Elanco Saúde Animal lança Bexacat™, medicamento oral indicado para o controle glicêmico de gatos recém-diagnosticados com a doença

Uma nova era para o tratamento do diabetes mellitus felino
Por Danielle Assis
16 de outubro de 2026

O diabetes mellitus é uma das enfermidades endócrinas mais comuns em gatos e ainda representa um desafio no momento de instituir uma terapia. 

Após a confirmação do diagnóstico, os médicos-veterinários precisam avaliar uma série de fatores, como o grau de deficiência de insulina e a presença de doenças concomitantes, que possam interferir no controle da condição. 

Além disso, o sucesso da terapia depende não apenas da eficácia da medicação, mas também da boa adaptação do paciente e da realidade do seu responsável.

Segundo Tatiana L. R. Pavan, médica-veterinária e consultora técnica da Elanco Saúde Animal, o diabetes é uma doença crônica, que exige a participação constante do responsável. 

Entre as dificuldades do tratamento estão a necessidade de administrar medicamentos diariamente, manter horários rigorosos, realizar o monitoramento contínuo do animal, adaptar a alimentação e reconhecer alterações clínicas que precisam de avaliação veterinária.

“Estudos realizados com responsáveis por gatos diabéticos mostram que questões como o custo, o impacto na rotina, a hospedagem do animal e a preocupação com o 

vínculo com o gato estão entre as dificuldades percebidas no início do tratamento. Por isso, além de prescrever, é muito importante ensinar e construir um plano terapêutico que aquela família realmente consiga executar”, destaca. 

Ciente dessas questões, a Elanco Saúde Animal lançou o Bexacat™, medicamento oral de administração diária indicado para o controle glicêmico de felinos recém-diagnosticados com diabetes mellitus. 

Facilidade de administração como diferencial

Tatiana L. R. Pavan
Tatiana L. R. Pavan, médica-veterinária e consultora técnica da Elanco Saúde Animal (Foto: Divulgação)

O principal diferencial da novidade é o fato de representar uma estratégia terapêutica que não depende da administração de insulina exógena para reduzir a glicemia.

O Bexacat™ tem como princípio ativo a bexagliflozina, um inibidor seletivo do cotransportador renal de sódio e glicose do tipo 2, chamado de SGLT2. Está disponível na apresentação de comprimido de 15 mg, que deve ser administrado uma vez ao dia, sem titulação da dose de acordo com peso ou glicemia.

Tatiana explica que o mecanismo de ação do produto é diferente da insulina. Ele atua nos rins, reduzindo a reabsorção da glicose filtrada. Dessa forma, uma quantidade maior de glicose é eliminada pela urina e a concentração de glicose no sangue diminui. 

Normalmente, os rins filtram a glicose e recuperam grande parte dela para a circulação. A bexagliflozina, por sua vez, bloqueia seletivamente o SGLT2, um dos transportadores responsáveis por essa recuperação.

“De maneira simples, parte da glicose que voltaria para o sangue passa a ser eliminada na urina, reduzindo rapidamente a glicemia. Mas é importante ressaltar que o Bexacat™ não substitui a insulina produzida pelo próprio organismo. Por isso, selecionar corretamente um paciente que ainda tenha capacidade endógena suficiente de produção de insulina é fundamental para reduzir o risco de cetose e cetoacidose diabética euglicêmica”, pontua a médica-veterinária. 

Confira o artigo completo “Uma nova era para o tratamento do diabetes mellitus felino”, na íntegra e sem custo, acessando a página 42 da edição de outubro (nº 326) da Revista Cães e Gatos.